Micromazza recebe Prêmio Melhores Fornecedores Petrobras 2018

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Em 2017 a Petrobras retomou o programa anual de premiação dos melhores fornecedores, visando reconhecer publicamente o seu melhor parceiro em produtos e serviços. No caso de produtos, consideraram aqueles que melhor lhes atenderam nos quesitos: preço, cumprimento aos prazos de entrega, melhores índices de qualidade e atendimento às especificações técnicas, refletindo em baixas não conformidades na fabricação e no seu sistema de pós-vendas.

Estimulados por essa retomada da Petrobras, iniciamos em 2018 um projeto chamado “Rumo ao Prêmio Petrobras 2018”, que movimentou toda a empresa nesse objetivo.

Em março de 2019 fomos eleitos o MELHOR FORNECEDOR DE VÁLVULAS PARA A PETROBRAS, dentre grandes players mundiais do segmento de Óleo&Gás.

Esse prêmio chegou como um presente para a Micromazza, pois em Abril comemoramos 26 anos de atuação no mercado de válvulas. Este reconhecimento engrandece o trabalho de toda a equipe, que diariamente constrói a história de sucesso com foco em valores éticos, sociais, disciplina, inovação, segurança e respeito à todos.

Nesse momento de alegria, a Micromazza divide essa premiação e agradece aos seus funcionários, fornecedores e parceiros de jornada.

Petrobras planeja relicitar as obras paradas no Comperj até o fim de 2016

A Petrobras pretende voltar ao mercado este ano para relicitar um conjunto de obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (RJ), que tiveram seus serviços interrompidos ao longo dos últimos meses. A expectativa da companhia é recontratar a construção da unidade de processamento de gás natural (UPGN) e das centrais de utilidades (unidades de geração de vapor e energia, tratamento de efluentes e água) do Comperj, cujos canteiros se encontram praticamente paralisados.

As informações foram repassadas por técnicos da estatal que participaram, na semana passada, de audiência pública na Câmara dos Deputados.
As obras na UPGN estão paradas desde outubro de 2015. O consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa e Tecna) era o responsável pela prestação do serviço, mas o contrato foi rescindido pela Petrobras em março. O contrato original era da ordem de R$ 2 bilhões, dos quais entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões foram desembolsados. Ao todo, 36% das obras da UPGN foram executadas.
A companhia já estima um atraso de dois anos na conclusão das unidades de processamento, previstas inicialmente para 2017, de acordo com dados do relatório de administração da Petrobras de 2015. Já o primeiro trem da refinaria, com capacidade para processar 165 mil barris/dia de petróleo, só dever ficar pronto em 2023.
A estratégia da empresa é buscar um sócio para a conclusão da refinaria e tocar com recursos próprios as obras das UPGNs, que visam tratar o gás natural do pré-sal.
A conclusão das obras do Comperj, incluindo a UPGN, as centrais de utilidade e o primeiro trem da refinaria, deve exigir investimentos da ordem de US$ 5,3 bilhões. A estimativa é do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), autor do pedido de requerimento de audiência pública para detalhar o andamento das obras do Comperj.
O cálculo toma como base as informações prestadas por técnicos da estatal em audiência. Na ocasião, o gerente-geral do Comperj, Valter Shimura, disse que a Petrobras já investiu US$ 14 bilhões desde 2004 nas obras da refinaria, que já estão com 86% do cronograma executado. Questionado por Leite sobre os investimentos necessários para conclusão do projeto, o gerente preferiu não cravar um número e disse que o assunto é estratégico. Em agosto do ano passado, a estatal informava oficialmente que ainda seria necessário investir US$ 4,3 bilhões para concluir o projeto do Comperj.
Já a conclusão do projeto Rota 3 – que integra a construção da UPGN do Comperj, o gasoduto de escoamento do gás do pré-sal até a costa e o tratamento complementar de gás no Terminal de Cabiúnas, em Macaé (RJ) – deve exigir aportes de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões, informou o gerente-geral de Implantação de Empreendimentos de Transformação Física do Gás da Petrobras, Frederico Doher.
As obras do Comperj já contaram, na fase de pico, com cerca de 35 mil trabalhadores, mas hoje mil operários estão no local. O projeto está praticamente paralisado. Segundo Shimura, o custo anual para preservação dos equipamentos já instalados no Comperj é de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.

Fonte: Valor Econômico 

Petrobras define lista de ativos a serem vendidos

A Petrobrás definiu a lista de ativos que devem ser vendidos a investidores no mercado, com cinco grupos separados, entre os quais campos de exploração do pré-sal nas bacias de Campos e Santos. A decisão, que oferece ao mercado também parques geradores de energia térmica e uma participação na BR Distribuidora, integra o plano da estatal para reduzir o endividamento e levantar caixa. O objetivo é levantar US$ 13,7 bilhões no total.

Os quatro campos de petróleo postos à venda pela estatal que fazem parte do pré-sal são o BMC-33, BMC-36 (Tartaruga Verde), BMS-8 e BMS-24 (Júpiter), de acordo com reportagem do jornal Valor Econômico. Esse ativos podem ser vendidos por serem anteriores à legislação que obriga a Petrobrás a ser a única operadora no processo exploratório.

O bloco BCM-33, na qual a empresa possui participação de 30%, em parceria com a Repsol e a Statoil, detentoras de 35% cada, possui descobertas com recursos de exploração promissores. Entre eles, o campo Pão de Açúcar, cujas reservas são estimadas em 700 milhões de barris de petróleo e 3 trilhões de pés cúbicos de gás. O campo de Tartaruga Verde, por sua vez, apresenta reservas estimadas em 230 milhões de barris e pertence 100% à Petrobrás.

Júpiter, embora tido como uma grande reserva da região, é considerado um campo custoso no que diz respeito a investimentos, devido às dificuldades tecnológicas decorrentes da presença massiva de gás carbônico. Já o BMS-8, no qual a estatal opera e participa com 66%, é onde se encontra o promissor campo de Carcará.

Esses campos estão previstos para iniciar suas produções a partir de 2021. Ao vendê-los, a estatal evita o grande volume de investimentos que teria de direcionar à estrutura produtiva dessas áreas. Havia expectativa por parte de alguns investidores de que o pacote à venda incluísse também campos já em produção, para que houvesse retorno imediato de receita, mas até agora a companhia não deu sinais de que venderá áreas produtoras.

O plano de negócios da Petrobrás, que deve ser divulgado em junho, gera expectativa quanto ao esclarecimento desse e de outros aspectos interessantes a possíveis investidores. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Ivan Monteiro (foto), afirmou na última teleconferência com analistas que a meta de desinvestimentos ficará em cerca de US$ 3 bilhões para este ano e US$ 10,5 bilhões para 2016.

Segundo o jornal, a companhia põe à venda também parte de seu parque gerador de energia térmica, um valioso ativo com capacidade de 7 GW. O Bradesco BBI foi contratado para vender parcela de 49% das térmicas, que geram interesse em empresas globais. A atração de sócios para o negócio, no entanto, esbarra no fato de as térmicas não apresentarem contrato de fornecimento de gás com a estatal brasileira.

Foi posto à venda também um bloco de ativos composto pelas 21 distribuidoras de gás natural em que a companhia apresenta participação acionária. A estatal tem como objetivo, nesse caso, atrair a Gaspetro para a aquisição de 49% da holding que controla essas empresas. A Mitsui, japonesa sócia em algumas delas, é também candidata à compra.

A reportagem diz também que a companhia contratou o Bradesco BBI também para buscar sócio minoritário para a Petrobrás Distribuidora (BR), dona dos postos de gasolina com bandeira da empresa. Para a venda de postos localizados em países vizinhos, foi mandatado o Citi. O plano é de que as vendas sejam feitas todas para um único grupo.

Embora não tenham sido postas em pauta, existem ainda expectativas quanto à busca de sócios minoritários para investimento nos gasodutos da companhia e quanto à venda da fatia da estatal nas ações da Braskem.

 

Fonte: Petronotícias

 

Petrobras confirma publicação de balanço hoje

A Petrobras informou há pouco que vai divulgar suas demonstrações contábeis do terceiro trimestre e do exercício de 2014, revisadas pelos auditores independentes — a PriceWaterhouseCoopers — na quarta-feira, após o fechamento do mercado.

A companhia também marcou para quinta-feira uma teleconferência com investidores e analistas, prevista para começar às 11h (horário de Brasília), 10h (Nova York) e 15h (Londres). Será a primeira vez que o novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, falará com investidores da estatal.

Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner

Diretor da Petrobras diz que cancelamento de refinarias não se deve à Lava Jato

A decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas refinarias no Nordeste foi motivada apenas por fatores econômicos e não teve relação com os efeitos da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na companhia.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira (8) pelo diretor de Abastecimento da estatal, Jorge Celestino Ramos. Ele participou de uma audiência pública realizada pela comissão externa da Câmara dos Deputados que analisa a suspensão dos projetos.

De acordo com Ramos, o cancelamento, anunciado em janeiro passado, foi motivado por três fatores: primeiro, pela queda dos preços do mercado mundial de refinados, que reduziu as “margens de lucro” e tirou a atratividade dos empreendimentos. Depois, pela desistência da companhia petroquímica chinesa Sinopec, que estava negociando participação nas unidades. Por fim, pela necessidade da Petrobras de preservar seu caixa.

Segundo Jorge Ramos, o ambiente macroeconômico mundial mudou desde 2006, quando a companhia decidiu apostar na construção das duas unidades de refino. Ele garantiu que a Petrobras fez todo o esforço para manter os investimentos.

“Infelizmente nesse momento a gente não consegue caminhar com esse projeto pelo lado das condições de mercado que não está gerando indicadores positivos para que a gente continue com as inversões, com os investimentos; por outro lado também pela necessidade de preservação de caixa nesse momento.”

De acordo com o diretor da companhia, somente a retomada do crescimento mundial e a melhora nos preços do petróleo e dos refinados poderão levar à retomada dos projetos de construção de novas refinarias no País.
As duas usinas seriam construídas nas cidades de Bacabeira, no Maranhão, e em Caucaia, no Ceará. Elas produziriam óleo diesel, gás de cozinha e querosene de aviação.

Questionado pelos deputados, o diretor da estatal disse que os estados não foram avisados com antecedência do cancelamento porque a legislação das sociedades anônimas exige que o mercado seja informado em primeiro lugar. Mas ele reconheceu o mal-estar que isso gerou nos governos. “A gente entende que essa não foi a melhor forma de discutir o assunto.”

A decisão da estatal de não informar previamente os governadores foi bastante criticada pelos membros da comissão externa. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) disse que não houve respeito aos estados e duvidou que a não comunicação foi motivada pela exigência de se informar primeiro ao mercado.

“Isso é história para boi dormir. Ou o projeto foi mal pensado, aí a Petrobras se corrige cancelando, vamos ser maduros, ou foi de uma irresponsabilidade muito grande. Simplesmente no final do ano, discutindo com os seus parceiros, por uma conjuntura internacional vivida nesse momento, eu cancelo os projetos e venho dizer que se não tivesse isso eu teria problema, isso não existe.”

Na próxima semana a comissão externa vai realizar uma nova audiência pública, desta vez para ouvir o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Também na próxima semana o colegiado deverá visitar a cidade de Bacabeira, onde seria instalada a unidade maranhense.

Fonte: Câmara dos Deputados

Casco da plataforma P-67 começa a ser retirado do Porto de Rio Grande

p-67

Começou no dia 1º de abril a manobra para retirar o casco da plataforma P-67 do dique do Estaleiro Rio Grande, Sul do Rio Grande do Sul. A estrutura de 288 metros de comprimento foi rebocada até o cais do porto do município, onde vai passar por reparos finais.

Quatro rebocadores foram usados na manobra, feita mesmo com a forte cerração no dia. A operação terminou no final da quarta-feira. A saída vai liberar o dique para o projeto da P-68.  O casco da P-67 é o segundo das oito estruturas encomendas pela Petrobras ao Estaleiro Rio Grande.
O contrato é de US$ 3,46 bilhões entre a estatal e a Engevix, empresa dona do estaleiro e citada na Operação Lava Jato. Depois de finalizado, o casco da P-67 segue de Rio Grande até o Porto Açu, no Rio de Janeiro, onde a plataforma de exploração de petróleo será finalizada.
Fonte: G1

Abimaq age para recuperar a indústria de óleo e gás

Para debater esse tema e, como parte da contínua defesa da indústria nacional, o Conselho de Óleo e Gás da Abimaq realizou reunião extraordinária, no dia 21 de janeiro, na sede da entidade, com empresas que fornecem para o setor de óleo e gás, a fim de promover um debate para identificar os entraves e buscar soluções junto aos órgãos públicos.

Cerca de 90 representantes de 60 empresas relataram que estão com problemas de atraso nos pagamentos de máquinas já entregues e com a paralisação dos contratos firmados. Segundo eles, a maior parte dos valores devidos em atraso, que giram de R$ 80 mil a R$ 30 milhões, vem de EPCistas, que são os intermediários contratados pela Petrobras para realizar obras e comprar máquinas e equipamentos. Tal fato tem gerado demissões e pedidos de recuperação judicial. “Esse modelo de contratação precisa ser revisto. As contratações de máquinas e equipamentos poderiam ser feitas diretamente pela Petrobras, sem a intermediação de EPCistas, como acontecia anteriormente”, sugeriu Cesar Prata, presidente do Conselho de Óleo e Gás.

As conclusões da reunião, bem como um levantamento das dívidas existentes, estão sendo encaminhadas à Presidência da Petrobras e demais autoridades competentes, consolidadas em um documento com proposições para equacionar os problemas de inadimplência atuais, como também buscar alternativas para impedir o total sucateamento da indústria nacional de bens de capital por não participar dos contratos futuros, que, dependendo da sistemática a ser adotada, pode ser extremamente prejudicial à indústria nacional.

“Nós vamos à Petrobras mostrar que o fornecedor está preocupado com o futuro e como a estatal está agindo para que o problema seja resolvido”, destacou José Velloso, presidente executivo da entidade.

De acordo com Prata, os EPCistas não têm compromisso com Conteúdo Local e nem sempre colocam a indústria nacional em primeiro plano. “Temos o receio de que a Petrobras transforme esses contratos em encomendas fora do país e que isso não dê o resultado que o Brasil precisa, como a geração de empregos e aumento da participação do setor no PIB. Se isso continuar acontecendo, estaremos dando um enorme passo para trás”, declarou.

Fonte: Redação / Assessoria

Petrobras vai reduzir o ritmo de investimentos em 2016

A  Petrobras pretende reduzir investimento e evitar contratar novas dívidas em 2016, segundo a presidente da companhia, Graça Foster, que participou, ao lado de diretores, de uma teleconferência, na sede da empresa, com investidores e analistas para o detalhamento das demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014 sem o relatório de revisão do auditor externo.

“Se a área de exploração era prioritária, hoje ela toma uma dimensão muito maior. É prioritária e seletiva, dentro da própria área do AIP [Acordos de Individualização da Produção]. Projetos de menor atratividade, também dentro do AIP, vão para o final da fila. Então 2016 vai estar dentro do PNG [Plano de Negócios e Gestão] 2015/2019, e a essência é a revisão do crescimento da Petrobras nos próximos anos”, disse, acrescentando que a empresa precisava refazer a sua carteira de investimentos e isso já está em andamento.

Para a presidente, o objetivo da companhia no PNG 2015/2019, que, segundo ela, será divulgado em junho deste ano, é a avaliação do tamanho da Petrobras. “O grande mote do nosso plano 2015/2019 é o redimensionamento da Petrobras, em nível da nossa financiabilidade e do que é factível objetivamente ser construído no Brasil ou no exterior. Esse é o mote”, destacou na entrevista que se seguiu à teleconferência.

O diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, informou que tanto a Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, quanto o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado no leste fluminense, estão passando por uma reavaliação dos contratos. “A Abreu e Lima está em processo semelhante ao Comperj e estamos em função da reavaliação dos contratos das empresas, inclusive das envolvidas na Operação Lava Jato, reestudando”, informou.

Já o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, disse que, para a divulgação do balanço anual da empresa de 2014, estão sendo considerados os prazos de 120 dias a partir do fim do ano, mais 30 ou 60 dias, dependendo da natureza da dívida. Segundo ele, a ampliação do prazo é uma possibilidade que qualquer empresa leva em consideração. “Nós não descartamos, se enxergamos que é necessário. É uma das alternativas disponíveis e que, se não progredirmos como estamos planejamentos dentro dos prazos que temos, sem dúvida é uma consideração a ser feita”, disse.

Companhia tentará manter os combustíveis com preços atuais

Graça Foster, disse  que os preços dos combustíveis no Brasil estão acima dos valores do mercado internacional, mas estiveram abaixo durante os últimos meses e a intenção é manter o patamar atual.

“Vou trabalhar intensamente para que a gente mantenha esses preços, porque é muito importante para o caixa da companhia. Sabemos que perdemos parte do nosso market share (participação no mercado), porque alguma gasolina e diesel vão entrar no Brasil através de outras distribuidoras, mas, ainda assim, é extremamente importante para o caixa da companhia, principalmente nos anos de 2015 e 2016, que a gente tenha essa diferença a favor para o caixa da Petrobras”, explicou Graça Foster em coletiva na sede da empresa, após participar de teleconferência com investidores e analistas para detalhar as demonstrações contábeis do terceiro trimestre de 2014, sem revisão da auditoria externa.

Fonte: Agência Brasil

Conteúdo local de Lula se enfraquece com Dilma

Em cenário preocupante, tanto em relação à economia nacional como especialmente quanto à construção naval e de navipeças, os trabalhadores resolveram protestar. Nota oficial de sindicatos de trabalhadores navais e da área de petróleo, de praticamente todo o país, com chancela de centrais sindicais como CUT, CTB e Força Sindical confirma esse sentimento. A carta aberta destaca que, em meio ao escândalo Petrolão, empresas e trabalhadores nacionais foram condenados sem julgamento, uma vez que no convite para produção de módulos de compressão de gás para navios-plataforma foram excluídas empresas brasileiras.

Sem meias palavras, o documento frisa que essa exclusão mata a política de conteúdo local, instituída por Lula em 2003, que gerou enorme renda interna, em empresas em geral, estaleiros, prestadores de serviços e trabalhadores diretos. Sobre os efeitos da medida, não restam dúvidas: “Isso gera insegurança para investidores nacionais e processo desenfreado de demissões, prejudicando milhares de famílias brasileiras”. Recorda o documento que, antes com 2 mil empregados, a construção tem 82 mil contratados – número que diminui a cada semana. Em texto que poderia ser aprovado por juristas como Sobral Pinto ou por Evaristo de Moraes, conclui a nota: “A Polícia Federal deve investigar e a Justiça punir exemplarmente os envolvidos, tanto na Petrobras como em instituições privadas, mas não pode penalizar apenas os trabalhadores”. Além de pedir a volta à política de conteúdo local, de Lula, a nota defende a engenharia nacional.

É simplório contratar empresas estrangeiras no lugar de nacionais, como pretensa solução para a crise. Claro que há companhias nacionais honestas para atenderem a encomendas. Além disso, os contratos com empresas de fora são ainda mais sujeitos a irregularidades, pois pagos em moeda estrangeira, em geral a subsidiárias localizadas em paraísos fiscais. O Brasil corre o risco de, mais uma vez, em vez de sanear um setor, extinguí-lo por completo. O ministro Joaquim Levy nunca foi defensor do conteúdo local, e as multinacionais do petróleo jamais esconderam sua intenção de “modernizar” essas normas, para que possam importar equipamentos velhos, eventualmente sem uso em suas filiais.

Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Basrreto Motta

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em terra no Ceará

A Petrobras descobriu novos indícios de petróleo em concessão que possui no território cearense. A notificação foi feita no último dia 19, à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e trata-se de uma descoberta na Fazenda Belém, campo terrestre que se espalha pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana.

A Fazenda Belém se localiza na Bacia Potiguar, que abrange campos no Rio Grande do Norte e Ceará. De acordo com informações da ANP, a descoberta foi feita no poço denominado 3BRSA1277CE. Essa é a segunda notificação de descoberta no mesmo poço em dois meses.

Um pouco antes disso, em outubro, a estatal notificou a agência de outra descoberta no poço 3BRSA1275CE, também na Fazenda Belém. Antes destas, a última descoberta de indícios de óleo no Ceará foi em setembro de 2013, em poço marítimo também na Bacia Potiguar, a uma profundidade de 1.924 metros.

Campo maduro

As descobertas na Fazenda Belém podem ajudar a recuperar a produção no campo, que já sofreu redução de 45%, do volume explorado entre os anos de 2009 e 2013. Por já ser uma área de exploração madura, de vários anos, a queda é considerada normal. Entretanto, a Petrobras está buscando recuperar a produção na área, com um projeto iniciado em março do ano passado, que prevê a perfuração de 72 novos poços no campo .

Além de elevar a produção e o fator de recuperação, a petrolífera pretende agregar reservas com essas novas perfurações. O volume de petróleo recuperado na Fazenda Belém voltou a crescer em outubro do ano passado e, de janeiro até novembro, já acumulava incremento de 4,9% sobre o mesmo período de 2013.

Caso o mês de dezembro tenha mantido bons resultados – os dados ainda não foram divulgados pela ANP -, o campo reverterá a tendência de declínio, mas ainda estará distante dos volumes registrados em 2003, quando foram produzidos 996,7 mil barris de petróleo. Nos nove primeiros meses do ano passado, a produção terrestre foi de 369,7 mil barris.

Novos poços

A estatal também havia informado, em 2013, que estava analisando um projeto para perfuração de cerca de mil novos poços no local, até este ano, o que quase triplicaria a produção de petróleo, em terra da empresa, no campo exploratório. A Petrobras, no entanto, não voltou maia a falar sobre este plano.

O campo de Fazenda Belém foi descoberto em março de 1980 e teve sua exploração concedida à Petrobras em 1998. O Ceará terminou o ano de 2013 com 317 poços terrestres, de acordo com dados do Anuário Estatístico 2014 da ANP.

A produção terrestre, contudo, só representa 15% do petróleo extraído atualmente no Estado. Todo o restante é produzido em quatro campos marítimos no litoral de Paracuru, na Bacia petrolífera do Ceará.

Opep diz que preços podem se recuperar em breve

Londres. Os preços do petróleo podem ter atingido um piso nos níveis atuais e podem se recuperar muito em breve, afirmou o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdullah al-Badri, ontem. “Agora os preços estão em torno de US$ 45 e US$ 55 e eu acho que talvez tenham atingido um piso e verão alguma recuperação muito em breve”, afirmou Badri.

O petróleo Brent operava próximo a US$ 49 por barril, nesta segunda-feira. Badri alertou que qualquer corte de fornecimento de petróleo da Opep levaria a uma capacidade ociosa, redução de investimento e um eventual escassez futura e alta exagerada de preços. “Suponha que cortemos a produção, e então nós vamos ter capacidade ociosa”, disse, e completou: “os produtores, quando têm excesso de capacidade, não vão investir”.

“Se eles não investirem, não haverá mais oferta, se não houver mais oferta, haverá uma escassez no mercado depois de três ou quatro anos e o preço vai subir e vamos ver uma repetição de 2008. Talvez a gente vá a 200 dólares, se houver uma verdadeira escassez de oferta devido à falta de investimento”, disse.

Mudança de política

O secretário-geral da Organização ainda declarou que é necessário mais tempo antes de qualquer conversa sobre uma mudança na política de produção, pelos membros da Opep.

“Vai levar mais de quatro ou cinco meses e não vamos ver alguns esforços concretos antes do fim do primeiro semestre do ano, já que vamos ver como o mercado se comporta no fim do primeiro semestre de 2015”, declarou. Badri ainda defendeu a decisão da Opep de novembro, de deixar sua meta de produção inalterada.

Questionado sobre as perspectivas para a política de petróleo da Arábia Saudita com a posse de um novo rei, o secretário-geral afirmou: “A Arábia Saudita é um país estável, tem um governo estável e eu acho que as coisas vão ser normais”.
Fonte: Diário do Nordeste (CE)/Sérgio de Sousa